Gente, o mundo está estranho, né? Tem dias em que a gente abre o celular e sente um aperto no peito antes mesmo de ler a primeira manchete. Notícia difícil todo dia, incerteza sobre o trabalho, sobre a família, sobre o próprio caminho. E a pergunta que muita gente faz em silêncio é: “Eu estou no caminho certo?”
Eu também já me fiz essa pergunta. E hoje quero conversar com você sobre isso de um jeito mais profundo, olhando para os sinais que o universo vem trazendo e para o que a gente pode fazer com eles.
Um momento que talvez nunca tenha existido nesse século
Olha, a sensação é de que muita coisa está acontecendo ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que o planeta passa por transformações visíveis, a gente também sente um movimento interno muito forte. Eu converso com vários amigos que estudam espiritualidade e consciência, e a fala deles é quase igual: todo mundo está sentindo uma inquietação, um chamado.
Se você está lendo isso agora, você está aqui neste momento na Terra. Dizem que a gente escolheu estar aqui. Será que escolheu mesmo? Eu não tenho a resposta pronta, e desconfio de quem tem. Mas sei que estar aqui tem um sentido, e que esse sentido não precisa ser descoberto de uma vez só.
A vontade que voltou a pulsar
Um dos sinais mais bonitos que eu tenho percebido é este: coisas que a gente tinha deixado para trás começam a pedir atenção de novo.
Eu mesmo senti uma vontade imensa de fazer coisas que eu estava parado há anos, durante 14 anos da minha vida. Parecia que aquilo tinha ficado lá atrás, enterrado. E de repente, dentro desse pulsar, a vontade voltou. Como se o que você veio fazer estivesse batendo na porta de todo mundo.
Você já sentiu isso? Um trabalho que você não fazia há muito tempo, um dom que ficou guardado, um projeto que você abandonou por medo ou por cansaço. E de repente aquilo volta com força, e você pensa: “Nossa, isso está pulsando em mim. Eu estou feliz fazendo isso.”
Esse movimento tem uma função. A vida vai afunilando as opções até você ficar diante daquilo que te motiva e que também sustenta sua sobrevivência. Não é só um desejo bonito. É uma engrenagem que pode trazer segurança, sustento e realização ao mesmo tempo.
Quando o universo devolve o que você deixou de lado
Muita gente pensa assim: “Eu fazia algo que era bom, eu conseguia vender, eu conseguia fazer. Por que agora o universo me chama para outra coisa?”
Eu entendo. Mas muitas vezes o universo diz: “Opa, é hora de voltar na espiral lá atrás e olhar o que você deixou de lado.” E aí a gente percebe que aquilo que achava que não faria mais faz parte da nossa missão e da nossa integração como ser.
Isso não quer dizer que você precise abandonar tudo o que faz hoje. Muitas vezes é o processo de integrar, de trazer espírito, mente e corpo para uma tríade só. Falamos tanto disso, mas na prática é aí que a coisa acontece: quando o que você faz, o que você sente e o que você acredita começam a caminhar juntos.
Eu mesmo pensei que minha vida seria dedicada só ao espiritual, só a palestras, só a cursos. E, na verdade, às vezes a missão está onde você menos esperava. Eu voltei para a comunicação, e não larguei o caminho espiritual. Só estou integrando, não separando.
Integrar, não separar
Esse, para mim, é o ponto mais importante do momento. A gente não precisa separar nada. Quando a gente separa tudo em caixinhas, acaba criando religião, criando muro, criando “a minha verdade é a certa e a sua está errada”.
Se a sua religião, a sua egrégora ou a sua turma espiritual limita e separa as pessoas, vale repensar. A ideia do tempo atual não é separatividade. É unir, e não desintegrar.
Eu sei que tem gente que vai dizer: “Mas o outro não quer olhar para o problema dele.” Tudo bem. Você não precisa carregar o outro. Você precisa cuidar da sua consciência de integração. E quando você faz isso, as coisas começam a se abrir de um jeito que você não esperava.
Caos ou prosperidade: a mesma energia
Agora, qual é o sinal que o universo está trazendo para você, independentemente do caos que está acontecendo no planeta?
Olha, diante do caos, existem dois caminhos. O primeiro é se apegar ao aprendizado que você precisa viver em meio à confusão. O segundo é ficar reclamando, apontando, julgando, e simplesmente assistir a tudo de camarote.
E tem um detalhe que pouca gente fala: é possível prosperar em meio ao caos. É a mesma energia, a mesma matéria-prima. Só muda o que você decide fazer com ela. Tem gente que transforma a crise em oportunidade de crescimento, e tem gente que transforma a crise em venda de medo.
Eu tenho observado os dois lados. Tem quem use o despertar como discurso bonito, mas que na prática só aprisiona mais as pessoas. E despertar de verdade não te tira da Terra. Você não sai daqui para se libertar. A libertação acontece aqui mesmo, no dia a dia.
Cuidado com a histeria coletiva
Aqui eu preciso ser honesto. Nem tudo que aparece nesse momento deve ser tratado como mensagem definitiva.
Tem muita gente mergulhando em histórias de naves, de abduções, de seres de outros planetas. Eu não estou dizendo que tudo isso é mentira. Estou dizendo que a gente precisa de cautela. Quando algo começa a deixar a pessoa pesada, com medo, em pânico, ansiosa o tempo todo, algo precisa ser reavaliado.
Pode ser uma sugestão do próprio eu. Pode ser uma energia externa mexendo com o emocional. E o que amedronta, o que traz pânico e o que deixa a gente preso no medo não costuma ser caminho bom. Então observe com calma. Não é porque apareceu que precisa ser seguido, nem porque é diferente que precisa ser temido.
E tem o ego. Muita gente quer ser o escolhido, o que sabe mais, o que recebe a mensagem especial. Quando a espiritualidade vira vaidade, ela perde o sentido. Eu vejo isso acontecer, e é um alerta para todos nós, inclusive para mim.
Despertar não é um evento, é um cotidiano
Muitas vezes a gente acha que despertar é ir para o Tibete, ficar isolado e viver em paz perfeita. Quero ver estar desperto na vida real, no trânsito, na família, nas conversas difíceis, nas dores que a gente atravessa.
E aí vem outro ponto: a gente exige demais de si mesmo. Cria situações que nos aprisionam, alimenta culpa, medo, angústia e crenças que só trazem desordem. E a verdade é que todos nós já temos a condição de simplesmente perceber: “Opa, eu julguei. Tudo bem, me reconheço. Agora eu liberei isso.”
Despertar é consciência, e consciência é todo dia, toda hora. Você julga, percebe que julgou, respira e recomeça. Você não perdoou ainda, tudo bem. Você perdoou um pouco mais hoje do que ontem, e isso já é despertar.
Eu acho que a gente, muitas vezes, busca pelo em ovo, sendo que as coisas podem ser bem mais fáceis do que imaginamos.
Os sinais, os números e a observação
O universo está falando o tempo todo. Números que se repetem, pessoas que a gente pensa e que ligam logo depois, situações em que alguém que a gente gostava muito se afasta do nada. Tudo isso pode ter um ensinamento e um movimento de fortalecimento.
Quando algo se afasta, muitas vezes é para você aprender a dominar o seu eu em meio à bagunça externa. O que você não consegue controlar do lado de fora, você aprende a sustentar por dentro. E aí tudo pode mudar.
A sinalética existe para você evoluir. Ela serve para você falar: “Entendi, vamos para o próximo passo.”
E o caminho para isso é a observação. Observe, observe, observe. Quando a gente começa a se observar e a observar a própria situação, a gente cresce, e deixa de alimentar histórias que não nos servem.
Eu tenho um livro que fala sobre números iguais e sinais, e ele está disponível aqui no portal, caso você queira se aprofundar é só ir em produtos,
Eu quero saber de você: você também tem sentido esse momento? Essa vontade de voltar a fazer coisas que estavam paradas? Esse peso de um mundo que parece mais estranho a cada dia?
Se você sentiu que precisa cuidar mais da sua mente, da sua sanidade e do seu corpo para atravessar esse tempo com tranquilidade, esse é um sinal também. Você não precisa se limitar nem se jogar em crenças que trazem desordem.

