Pode acreditar, gente. Aquilo que a gente da geração dos anos 80 nunca imaginou ver aconteceu de verdade. Na tarde do último domingo, dia 24 de maio, a Avenida Paulista virou Eternia. E não foi metáfora não, foi literal. A Sony Pictures Brasil trouxe o elenco principal do live-action Mestres do Universo para um evento gratuito no Cine Marquise que lotou, emocionou e arrancou lágrima de muita gente que passou a infância gritando aquela frase icônica junto com a TV.
Sim, aquele grito que a gente soltou de dentro de casa durante anos, finalmente ecoou na Paulista em voz alta, sem vergonha nenhuma.
O Trio que Parou São Paulo
Quem desembarcou no Brasil para esse evento histórico foi o ator Nicholas Galitzine, o novo He-Man do cinema, a Camila Mendes nossa brasileiríssima no papel da guerreira Teela, e o diretor Travis Knight, o mesmo cara que entregou Bumblebee e Kubo e as Cordas Mágicas, e agora assina a realização mais aguardada da franquia.

O Nicholas chegou em São Paulo pela primeira vez na vida. PRIMEIRA VEZ. E foi recebido com aquele calor humano que só o brasileiro sabe oferecer. Teve fã esperando no aeroporto de Guarulhos, teve gente chorando na Paulista, teve Trem da Alegria ao vivo, teve autógrafo, selfie, cosplay… foi um evento completo que misturou geração com geração de um jeito que poucos filmes conseguem fazer.
E o que o Nicolas disse depois de tudo? Que estava querendo vir ao Brasil há muito tempo e que realizar essa visita com um projeto tão significativo para os brasileiros foi algo realmente especial. Sem roteiro, sem protocolo. Sentimento de verdade.
A Filha do Brasil no Elenco Principal
Agora me diz: como não se orgulhar demais? Camila Mendes, filha de pais brasileiros, nascida nos Estados Unidos mas com raízes 100% verdinhas e amarelas, está no papel de Teela, a guerreira mais icônica de Eternia. A atriz que o mundo conheceu em Riverdale, falando português fluentemente, respondendo fãs, dando autógrafo e interagindo com todo mundo ali na Paulista como se fosse uma compatriota voltando pra casa.
Porque de certa forma ela é. E isso faz toda diferença.
Ela não veio ao Brasil fazer um evento de divulgação qualquer. Ela voltou pra casa. E o povo sentiu isso.
A Voz que Nunca Foi Embora
Agora vem o detalhe que deu aquele frio na barriga em todo mundo da geração que cresceu colado na TV. A Sony confirmou oficialmente, lá em abril, que Garcia Júnior, o lendário dublador da animação original dos anos 80, vai ser a voz de He-Man no live-action. E não só do He-Man não. Ele vai dublar também o Príncipe Adam, ou seja, você vai ouvir aquela voz inconfundível tanto na forma humana quanto na transformação.
A Sony publicou isso no Instagram com a frase: “Algumas vozes nunca vão embora.”
Arrepiou? Porque arrepiou aqui.
Vale lembrar que nas séries animadas da Netflix, feitas pelo Kevin Smith, o Garcia Júnior foi substituído por Glauco Marques. Mas para o live-action, a Sony quis o original. E que decisão certa foi essa. Quem tinha 6, 7, 8 anos nos anos 80 vai ouvir exatamente a mesma voz que ecoava na sala de casa. Quarenta anos depois. A memória afetiva batendo com tudo.
O Brasil que Transforma Tudo em Música
Nenhum evento que se preze no Brasil é completo sem música, certo? E com a Paulista lotada, quem animou o pedaço foi o Trem da Alegria, com o Juninho Bill, Patrícia Marx e Luciano, que lá em 1986 lançaram aquela música-tributo ao desenho que virou um dos maiores sucessos do grupo.

Composta por Michel Slivan e Paulo Massadas, a música “Rin” foi o primeiro single homônimo do grupo e ganhou videoclipe com os próprios integrantes fantasiados dos personagens. Clássico absoluto.
E em 2026, o trailer brasileiro do Mestres do Universo ganhou uma versão usando exatamente essa música. Fechando o ciclo entre o passado e o presente de um jeito que só o Brasil consegue fazer. A faixa hoje tem mais de 8,8 milhões de plays no Spotify. Quarenta anos depois, ainda ressoa, ainda emociona, ainda passa de pai pra filho.
Um Evento Dentro da Virada Cultural
Não foi só o trio no palco. O evento foi pensando pra ser uma experiência completa, integrando até a Virada Cultural de São Paulo. Teve concurso de cosplay, o personal trainer Chico Salgado comandando o “Treinão de Grayskull” (sim, isso existiu), aula de Fit Dance, e aquele clima de comunidade que só os fãs de verdade criam quando se encontram.

O Cine Marquise não foi escolhido por acaso. É um espaço icônico na Paulista, que reforça a conexão com a história e a cultura da cidade. A Sony sabe o que está fazendo. Está apostando no público nostálgico de 35 a 50 anos que cresceu com He-Man, mas sem abrir mão de conquistar a nova geração.
O Que Esperar do Filme
Para quem ainda não está por dentro, o filme conta a história do Príncipe Adam, enviado ainda criança para a Terra para escapar do Esqueleto. Quinze anos depois, a Espada do Poder o guia de volta a Eternia, que está destruída sob o domínio do vilão. Para salvar seu mundo, ele precisa aceitar seu destino e se tornar He-Man, o homem mais poderoso do universo.
O elenco principal é absurdo. Além de Nicholas Galitzine e Camila Mendes, tem Jared Leto como Esqueleto, Idris Elba como Mentor/Man-At-Arms, Morena Baccarin como a Feiticeira, Alison Brie como Maligna e Kristen Wiig também no elenco. Produção da Amazon MGM Studios em parceria com a Mattel, sim, a mesma da Barbie, com orçamento de mais de 200 milhões de dólares.
Estreia nos cinemas brasileiros: 4 de junho de 2026.
Por Que Isso É Tão Grande Para o Brasil?
He-Man não foi só um desenho aqui. Foi um ritual. A criançada chegava da escola, colocava a mochila no chão e já sabia que tinha Rin esperando na TV. O Brasil foi um dos países com maior audiência da animação nos anos 80, e isso nunca foi esquecido. Junto com o Thundercat e a Caverna do Dragão, eram os três que a gente assistia naquele horário do meio-dia, cheio de energia.
E agora, em 2026, tudo isso está voltando. Com o mesmo herói, a mesma voz, e uma galera nova que vai descobrir pela primeira vez o que é esse universo. Como acontece com a música do Trem da Alegria que passa de pai pra filho. É exatamente isso que faz uma franquia ser atemporal.
Eu tenho a força!

